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2021: impactos da COVID-19 no empreendedorismo

Photo by Jeremy Bishop on Unsplash

Estamos passando por um momento extremamente atípico: a Covid-19 impactou nossa sociedade de maneira inesperada e nunca antes vista. Nesse contexto, inúmeros empreendedores tiveram seus negócios abalados e a economia sofreu um grande revés, com quedas significativas na atividade econômica.

Diante desse cenário, empreendedores foram obrigados a tomar grandes decisões de negócio, mesmo com inúmeras incertezas perante o dia de amanhã. Com isso, a capacidade de se reinventar se mostrou uma qualidade muito necessária – até mesmo para as startups.

Em 2021, a pandemia ainda ameaça negócios e a economia brasileira dá poucos sinais de recuperação. Mesmo assim, alguns segmentos conseguiram prosperar neste cenário e é sobre isso que falaremos neste post.

Impactos da covid-19 na economia

A pandemia nos trouxe uma grande ruptura com o mundo que conhecíamos anteriormente. De maneira bastante inesperada, um vírus surgiu como ameaça à sociedade, demonstrando a fragilidade do sistema econômico e exigindo um dinamismo nunca antes visto na economia. 

Segundo o Ministério da Economia, os setores mais afetados durante a pandemia foram: atividades artísticas, criativas e de espetáculo; transporte; serviços de alojamento; e serviços de alimentação. Mas, enquanto isso, algumas atividades tiveram crescimento, como: supermercados, delivery, setor imobiliário e construção. 

Diversos fatores influenciaram os negócios durante a pandemia, mas o mais importante a se observar é a mudança de comportamento do consumidor, e é aí que podemos entender um pouco mais sobre a dinâmica do mercado.

Comportamento do consumidor

Durante a pandemia, percebemos inúmeras mudanças de comportamento dos consumidores. De início, houve um grande aumento na compra de medicamentos, alimentos, itens de higiene e produtos de limpeza.

Porém, nos meses seguintes notamos uma mudança muito mais ampla. Houve um aumento na prática de exercícios físicos ao ar livre, no consumo de serviços de stream, serviços online, compras via aplicativo, compras em mercado, entre outros.

Com isso, percebemos que nem todos setores tiveram uma queda na atividade durante esse período. Os consumidores continuam tendo necessidades, mantendo alguns comportamentos e modificando outros.

Empreendedorismo na crise

Com uma mudança de comportamento do consumidor, alguns setores acabaram crescendo de maneira orgânica, como é o caso dos supermercados (que é um serviço essencial), das marcas de esportes e das farmácias, por exemplo. 

Entretanto, nem todas empresas se encaixaram tão bem nas necessidades dos consumidores. Neste caso, a Covid-19 evidenciou a necessidade de se reinventar para se adequar à nova realidade. Alguns restaurantes apostaram no delivery durante a pandemia, outros adaptaram seu cardápio ou seu salão para atender os clientes dentro das normas. 

Startups em crescimento

Sendo um setor ligado à tecnologia e de crescimento acelerado, muitas startups conseguiram crescer bastante na crise, como é o caso de serviços de stream, aplicativos de delivery, finanças, exercícios em casa, auxílio médico, entre outros.

Empreendedorismo é a capacidade de identificar problemas, oportunidades e, a partir disso, desenvolver soluções. Com essa definição, entendemos a importância do papel do empreendedor mesmo durante a crise. Vejamos alguns segmentos que cresceram durante a crise:

Apps de Delivery

Os aplicativos de delivery foram os que mais se deram bem. Com o isolamento social, surgiu a necessidade de restaurantes ampliarem seu delivery para vender seus produtos, além disso, as vendas de mercado via delivery aumentaram e muito. Ifood, Rappi e outras startups se mostraram grandes aliadas no combate a Covid-19. Em 2020, a demanda por serviços de entrega teve um crescimento de 250%, conforme dados da Food Consulting retirados do Diário do Comércio.

E-commerce

Paralelamente às plataformas de delivery, o e-commerce também teve um grande crescimento. Segundo a 43ª edição do relatório Werbshoppers da Ebit, as vendas de e-commerce tiveram um crescimento de 41% entre 2019 e 2020. No mesmo período, houve um aumento de 13.2 milhões de novos consumidores. 

Plataformas de reuniões online

Com a pandemia, inúmeras empresas mudaram para o trabalho remoto e faculdades e colégios também tiveram que dar aulas online. Como consequência, houve um crescimento exponencial na demanda de plataformas online de reuniões, eventos e comunicação. Conforme a Tiinside aponta, o relatório do quarto trimestre de 2020 da Zoom Video Communications mostrou um crescimento de 326% na receita da empresa. 

Novas empresas

Diante desse cenário, também surgiram novas empresas e projetos focados exclusivamente em atender necessidades que surgiram durante a pandemia. 

Livia.bot

É uma assistente virtual que responde dúvidas relacionadas a Covid-19 e requisitos para doação de sangue. O serviço verifica se a pessoa está com suspeita de Covid, tira dúvidas sobre o vírus, dá dicas de prevenção, verifica requisitos para doação de sangue e auxilia horário e locais para doação.

Aya Tech

É uma empresa de produtos químicos que utiliza de nanotecnologia para desenvolver produtos diferenciados e inovadores. A startup criou um desinfetante que mata os vírus da Covid, H1N1, influenza e outros, substituindo o álcool em gel. 

Monitora Covid-19

Aplicativo do Consórcio Nordeste, que monitora casos da doença, apontando casos suspeitos, confirmados e pessoas em isolamento. 

Simbio Bag

É uma startup que oferece o serviço pros varejistas enviarem seus produtos para os clientes antes deles realizarem a compra, para provar. Na pandemia, a empresa está oferecendo seu serviço mais básico de graça, auxiliando lojistas que tiveram suas lojas fechadas a continuar com suas vendas de maneira mais segura.

O papel das startups em 2021

Como vimos, a Covid-19 trouxe profundas mudanças no mercado e no comportamento do consumidor. Entretanto, o empreendedorismo é um aliado fundamental no combate ao vírus e no auxílio às novas demandas que surgiram no mercado. 

A economia é dinâmica e percebemos isso mais do que nunca durante esse período em que vivemos. Durante esses momentos, ou deve haver uma adaptação dos modelos de negócio à nova realidade, ou a criação de novos serviços e produtos. As duas opções são chave do que se entende por empreendedorismo.

Nesse recorte, vimos que as startups parecem estar mais preparadas para essas mudanças bruscas da realidade. A possibilidade de crescimento acelerado, o uso de tecnologia e a adaptabilidade à mudanças de negócios se mostram grandes aliados da economia atual.